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Subcomissão sobre Álcool, Crack e Outras Drogas do Senado aprovou nesta
terça-feira (6) relatório final com recomendações para conter o uso
dessas drogas no país. Sob a relatoria da senadora Ana Amélia (PP-RS), o
texto sugere restringir a propaganda de bebidas alcoólicas nos veículos
de comunicação, a destinação de 1% das vendas com álcool e fumo para o
Fundo Nacional Antidrogas, a transformação da Secretaria Nacional de
Políticas sobre Drogas (Senad) em ministério e a permissão da internação
compulsória de dependentes químicos que colocam em risco a integridade
de outras pessoas ou que estejam vivendo nas ruas.
Durante sete meses, o grupo debateu o
tema com especialistas, organizações da sociedade civil e colheu
opiniões de cidadãos por meio da internet. O relatório final será
avaliado no dia 14 de dezembro, pela Comissão de Assuntos Sociais, a
qual a subcomissão está vinculada. Depois, será encaminhado à presidenta
Dilma Rousseff, ministros, governadores, prefeitos, ministérios
públicos federal e estaduais e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).
Nesta quarta-feira (7), o governo
federal lança o Plano Nacional de Combate ao Crack. Pesquisa divulgada
pela Confederação Nacional de Municípios (CNM), em novembro, revelou que
o crack está substituindo o álcool nos municípios de pequeno porte e
áreas rurais. Dos 4,4 mil municípios pesquisados, 89,4% enfrentam
problemas com a circulação de drogas e 93,9% com o consumo. O uso de
crack é algo comum em 90,7% dos municípios brasileiros.
“Verificamos que o uso de crack se
alastrou por todas as camadas da sociedade. A droga que, em princípio,
era consumida por pessoas de baixa renda, disseminou-se por todas as
classes sociais”, diz a pesquisa.
* Com informações da Agência Brasil
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