O pagamento do 13º já tem destino certo para a maior parte dos
consumidores brasileiros. Seis em cada dez vão usar o benefício, que
será pago em duas parcelas nos dias 30 de novembro e 20 de dezembro,
para quitar as dívidas.
O número faz parte de uma pesquisa da Anefac (Associação Nacional dos
Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade) divulgada nesta
segunda-feira (7). O levantamento ouviu 631 consumidores de todas as
classes sociais durante o mês de outubro de 2011.
Desses, 60% pretendem utilizar o 13º para o pagamento de dívidas já
contraídas ao longo de 2011. Esse número é maior do que o visto no ano
passado.
No país, 7 em cada 10 (70%) têm dívidas contraídas no cheque especial
e no cartão de crédito. Esses serão o maior ralo da grana do 13º. O
cartão de crédito é a linha de crédito com maior peso na composição da
dívida em aberto dos consumidores: 39% do total contra 37% do limite da
conta.
Para Miguel de Oliveira, coordenador da pesquisa e vice-presidente da
Anefac, a redução da atividade econômica e inflação mais elevada
fizeram efeito no endividamento dos consumidores.
E isso vai aparecer também no resultado das compras do fim do ano.
- Houve uma redução de 10,5% no número de consumidores que pretendem
utilizar o 13º para a compra de presentes, demonstrando maiores
dificuldades e preocupações dos consumidores com os gastos neste ano. E
houve uma redução de 33,3% no número de consumidores que pretendem
utilizar o 13º salário para compra e reforma de suas residências.
Assim como ocorreu em 2010, neste ano os produtos que mais vão atrair
os recursos do 13º salário serão: eletroeletrônicos com 74%, celulares
com 72% e roupas, 68%.
A pesquisa demonstra claramente a preocupação dos consumidores com seus gastos neste ano.
- Houve um aumento no número de consumidores que pretendem gastar
valores menores neste Natal e uma redução nos que pretendem gastar os
maiores valores.
Assim, em 2011, 72% dos consumidores pretendem gastar no natal até R$
500, contra 67% em 2010. Aumentou a quantidade de consumidores que
pretendem gastar até R$ 5.000 e reduziu a dos que pretendem gastar entre
R$ 500 e R$ 2.000.

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