A expectativa dos organizadores é de negociar, no Brasil, de 320 a 340
mil entradas. Em 2010, foram vendidos 200 mil pacotes na África do Sul,
com faturamento de US$ 285 milhões
A Copa do Mundo de 2014,
no Brasil, vai ter ingressos a preços populares - a partir de cerca de
R$ 35,00 conforme informou à Agência Estado o secretário-geral da Fifa,
Jérôme Valcke -, mas também terá entradas acessíveis apenas a seleto
grupo de pessoas. São os pacotes de hospitalidade, comumente adquiridos
por empresas. Eles começaram a ser vendidos ontem a preços que vão de R$
1,2 mil a R$ 4 milhões.
Isso mesmo, R$ 4 milhões! Esse é valor do Aquarela, o mais luxuoso dos 5 pacotes, que dará direito aos 19 jogos do eixo Rio-São Paulo-Belo Horizonte em luxuosos camarotes, que comportarão de 16 a 26 pessoas, com direito a comes e bebes, diversos entretenimentos, além de benefícios como estacionamento preferencial, entre outros - todos os pacotes têm os mesmos atrativos, mas o “nível” muda conforme a categoria.
A elaboração dos pacotes levou em conta também aspectos como as distâncias entre as cidades e o interesse dos potenciais compradores. Há um apenas para quem quiser acompanhar a seleção brasileira (o Specific Team Brasil) e outro para cada seleção estrangeira (Specific Team). Neste, pode-se comprar de 1 a 7 jogos de uma equipe - nesse caso, se o time for eliminado, o comprador terá direito a acompanhar os jogos que serão disputados no Maracanã.
Há, também, um pacote por cidades (o Venue) e outro para a fase semifinal (em São Paulo e em Belo Horizonte), um ou os dois jogos, e a decisão do Mundial (o Final Round), no Maracanã.
Uma das preocupações da Match, empresa suíça detentora dos direitos de venda dos pacotes - no Brasil, a comercialização será feita pela Traffic, em conjunto com a empresa Top Service -, é com a infraestrutura aeroportuária do País. “As distâncias, no Brasil, representam um desafio extra em relação à Alemanha e à África do Sul”, afirmou o presidente da Match, Jaime Byrom. “A logística para os estrangeiros é muito importante. Há dificuldades específicas, como não saber em que cidade a seleção vai jogar, mas toda Copa tem suas dificuldades”.

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