A derrubada das torres gêmeas em Nova York e o
ataque ao Pentágono tiraram a vida de quase três mil pessoas e tornaram
aquele dia inesquecível para a humanidade. A preocupação em se precaver
contra o terrorismo alterou conceitos e mudou hábitos em várias partes
do planeta. Muito além disso, territórios foram invadidos e milhares de
civis e militares mortos em nome do que se convencionou ser a "Guerra
contra o Terror".
Para especialistas ouvidos pelo Diário do Nordeste, os EUA ficaram mais enfraquecidos após os atentados executados pela rede terrorista Al Qaeda.
"É um mundo mais complexo, interdependente e instável. Os instrumentos de governabilidade são menos eficazes e os indivíduos mais poderosos perante seus governos. Os EUA perderam muito de sua influência devido às desastrosas políticas de George W. Bush (presidente de 2001 a 2008)", avalia Antônio Jorge Ramalho da Rocha, professor do Instituto de Relações Internacionais da Universidade de Brasília (UnB).
Para o doutor em Ciências Sociais, com linha de pesquisa em segurança internacional e política externa e professor da Pontifícia Universidade Católica (PUC-SP), Reginaldo Nasser, a ameaça do terrorismo causou mudanças no sistema político interno e externo. Segundo Nasser, os Estados Unidos passaram a agir com três ações: guerra tradicional (afegã e iraquiana); Secretaria Interna de Segurança, restringindo direitos de cidadãos dentro dos EUA; e uso de ação policial internacional com operações especiais e empresas de segurança.
Após setembro de 2001, os Estados Unidos ocuparam o Afeganistão (desde outubro daquele ano) e o Iraque (desde março de 2003) e investiram, segundo dados oficiais da Casa Branca, quase US$ 1,3 trilhão nas ações de combate ao terrorismo. Em 2004, o republicano George W. Bush foi reeleito com a bandeira da "Guerra contra o Terror".
O democrata Barack Obama assumiu em 2009 prometendo mudanças na política de segurança como o fim da base de Guantánamo, marcada pelo desrespeito aos direitos humanos. Em 2012, para Ramalho, a reeleição de Obama "depende fundamentalmente de sua capacidade de inspirar liderança no enfrentamento dos problemas internos dos EUA, a maioria dos quais constitui uma herança negativa dos anos Bush - da qual, não obstante, os Republicanos têm conseguido se dissociar".
Efeitos
Uma década após os ataques em solo norte-americano, os efeitos além das fronteiras dos EUA são analisados por especialistas. Para o pós-doutor em filosofia, professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e presidente da Sociedade Beneficente Muçulmana do Paraná, Jamil Ibraim Iskandar, a mudança mais drástica foi a ´islamofobia´ que os EUA teriam propagado no mundo sob o lema "Guerra ao Terror". "Hoje, sabe-se, e isto é lamentável, que os muçulmanos são tidos como terroristas em função da improcedente propaganda norte-americana".
O professor enumera entre as principais consequências do 11 de setembro a invasão do Iraque. Para Iskandar, essa foi uma "resposta injusta", pois agrediu o mundo árabe em geral e os muçulmanos em particular e ampliou a discriminação aos árabes na Europa e em outros países.
Ele considera que os EUA se enfraqueceram tanto econômica como politicamente ao longo da última década. "A invasão do Iraque e do Afeganistão trouxe um desgaste neste sentido. A política dos EUA privilegiou as invasões. Toda invasão tem um custo moral e econômico. A liderança dos americanos está extremamente enfraquecida", diz.
Para especialistas ouvidos pelo Diário do Nordeste, os EUA ficaram mais enfraquecidos após os atentados executados pela rede terrorista Al Qaeda.
"É um mundo mais complexo, interdependente e instável. Os instrumentos de governabilidade são menos eficazes e os indivíduos mais poderosos perante seus governos. Os EUA perderam muito de sua influência devido às desastrosas políticas de George W. Bush (presidente de 2001 a 2008)", avalia Antônio Jorge Ramalho da Rocha, professor do Instituto de Relações Internacionais da Universidade de Brasília (UnB).
Para o doutor em Ciências Sociais, com linha de pesquisa em segurança internacional e política externa e professor da Pontifícia Universidade Católica (PUC-SP), Reginaldo Nasser, a ameaça do terrorismo causou mudanças no sistema político interno e externo. Segundo Nasser, os Estados Unidos passaram a agir com três ações: guerra tradicional (afegã e iraquiana); Secretaria Interna de Segurança, restringindo direitos de cidadãos dentro dos EUA; e uso de ação policial internacional com operações especiais e empresas de segurança.
Após setembro de 2001, os Estados Unidos ocuparam o Afeganistão (desde outubro daquele ano) e o Iraque (desde março de 2003) e investiram, segundo dados oficiais da Casa Branca, quase US$ 1,3 trilhão nas ações de combate ao terrorismo. Em 2004, o republicano George W. Bush foi reeleito com a bandeira da "Guerra contra o Terror".
O democrata Barack Obama assumiu em 2009 prometendo mudanças na política de segurança como o fim da base de Guantánamo, marcada pelo desrespeito aos direitos humanos. Em 2012, para Ramalho, a reeleição de Obama "depende fundamentalmente de sua capacidade de inspirar liderança no enfrentamento dos problemas internos dos EUA, a maioria dos quais constitui uma herança negativa dos anos Bush - da qual, não obstante, os Republicanos têm conseguido se dissociar".
Efeitos
Uma década após os ataques em solo norte-americano, os efeitos além das fronteiras dos EUA são analisados por especialistas. Para o pós-doutor em filosofia, professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e presidente da Sociedade Beneficente Muçulmana do Paraná, Jamil Ibraim Iskandar, a mudança mais drástica foi a ´islamofobia´ que os EUA teriam propagado no mundo sob o lema "Guerra ao Terror". "Hoje, sabe-se, e isto é lamentável, que os muçulmanos são tidos como terroristas em função da improcedente propaganda norte-americana".
O professor enumera entre as principais consequências do 11 de setembro a invasão do Iraque. Para Iskandar, essa foi uma "resposta injusta", pois agrediu o mundo árabe em geral e os muçulmanos em particular e ampliou a discriminação aos árabes na Europa e em outros países.
Ele considera que os EUA se enfraqueceram tanto econômica como politicamente ao longo da última década. "A invasão do Iraque e do Afeganistão trouxe um desgaste neste sentido. A política dos EUA privilegiou as invasões. Toda invasão tem um custo moral e econômico. A liderança dos americanos está extremamente enfraquecida", diz.

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